Opinião do Coelho

Reflexões que desafiam o mindset.

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Liderança: para onde vais tu?

Liderança: para onde vais tu?

Lembras-te quando desejavas ser líder? Ou, mesmo não tendo sido esse um desejo muito evidente, lembras-te quando assumiste essa responsabilidade? E do teu primeiro dia enquanto líder?

Independentemente de como chegámos a líderes, quando recuamos no tempo muito provavelmente lembramo-nos de sentir um friozinho na barriga acompanhado de pensamentos como “será que vou ser capaz?”, “será que estarei à altura?”, “o que será que os outros e a equipa esperam de mim?”. Alguns de nós, líderes, terão também sentido o culminar de algo que tanto ansiavam, um “finalmente, consegui!”, um “orgulho em mim próprio!”.

E, muito provavelmente também, para combater esse tal friozinho na barriga ou para assumir de forma mais segura esse cargo de gestão, muitos líderes recorreram àquilo que

conheciam

e

sabiam

em termos de liderança. E aquilo que conhecemos e sabemos sobre liderança baseia-se muito naquilo que

vimos

outros líderes

fazerem

ou

não fazerem

, que vimos as

organizações valorizarem

, que

aprendemos

sobre papeis de liderança e poder. E, até aí, parece estar tudo certo. Afinal, se outros já fizeram, se outros já passaram por lá, deve funcionar. Porquê reinventar a roda?

E, se alguns de nós já somos líderes há algum tempo, muito daquilo que já praticámos até

funcionou

bem ou muito bem. E sentimo-nos

confortáveis

com isso. Até porque muitos destes modelos de liderança que nos

moldaram

a nossa forma de

pensar

e de

fazer

estavam assentes em anos e anos de experiência das organizações.

E mesmo que seja verdade que o mundo e o mundo das organizações não mudam de forma tão rápida assim, isso não significa que não mudem de todo. E essas

mudanças

podem ser ténues no início, mas vão acontecendo ao longo do tempo e há fatores que as aceleram.

No caso das organizações e da liderança, já vínhamos a sentir

diferenças

. Nos desafios do negócio, nos métodos de trabalho, na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho, naquilo que esperam de uma empresa, de um líder e até de si próprias.

E a pouco e pouco,

os líderes começaram e começam a sentir que os seus modelos, os seus referenciais de liderança, já não respondem da mesma forma. E que o grande desafio é repensar os padrões do passado e conseguir dar o salto para novas formas de pensar e de fazer.

Se é fácil? Nem pensar! É duro. Por vezes sentimo-nos esvaziados neste exercício. Porque implica ir ao mais profundo de nós e olhar de frente e

reconstruir aquilo em que acreditamos sobre nós e sobre a nossa liderança.

Implica escrutinar de que maneira

influenciamos

as pessoas com aquilo que pensamos e que fazemos diariamente.

Implica lidar com o luto de

deixar ir

algumas atribuições e lidar com o vazio por preencher com novas competências e um

propósito renovado

.

Implica, acima de tudo, muita

coragem

e

disponibilidade

para todo este processo.

Para que, depois disso, consigamos

adaptar e reconstruir práticas

mais ajustadas e que tenham um

significado

e um

impacto

mais relevante nos desafios de hoje e de amanhã.

Para onde vai a nossa liderança? Em primeiro lugar, o caminho é ditado por cada um de nós!